Crédito caro: famílias de baixa renda são as mais afetadas pelo superendividamento
O crédito cresce — e de forma cada vez mais apoiada em linhas emergenciais e mais caras. R$ 4,67 trilhões é o saldo de crédito destinado às pessoas físicas no Brasil em 2026, segundo o Banco Central. O volume representa cerca de 35% do PIB.
Mas os dados desagregados revelam um contraste cruel: famílias de baixa renda concentram mais modalidades sem garantia — cartão rotativo, crédito pessoal, cheque especial — as linhas que cobram os juros mais altos do sistema.
A desigualdade do endividamento
Famílias com renda até 3 salários mínimos: 85% endividadas, 39% inadimplentes. Famílias com renda acima de 10 salários mínimos: 72% endividadas, 15% inadimplentes.
A Selic caiu. Mas o juro do cartão de crédito — que é o que mais importa para quem está no vermelho — não acompanha a política monetária com a mesma velocidade.
O que fazer
A saída não é simples. Mas começa com consciência: saber quanto você deve, em quais modalidades, e quanto cada uma está custando por mês em juros.
O moneey mostra suas categorias de gasto em tempo real. Não resolve o problema do crédito caro — esse é estrutural. Mas te dá a clareza necessária para priorizar decisões.